Cromoterapia
Florais de Bach
Psicoterapia Holística
Avançado Cromoterapia
(Prof. Antônio Vieira)
Auriculoterapia
Shiatsu
 
 

Os textos sobre fitoterapia foram elaborados por José Melo do Carmo

Terapeuta Holístico e Fitoterapeuta Formado pelo

Espaço Cultural Antônio Vieira - (62) 3317-4574

Registro CRT 36493

Tel.: (21) 2481-6185

Email: twinbeebr@yahoo.com

 

Introdução

A fitoterapia (tratamento da saúde com ervas medicinais) é uma das modalidades da medicina holística. Todos os vegetais produzem uma série de substâncias químicas durante o seu metabolismo. Entre estas, encontram-se substâncias especiais que ajudam na adaptação das plantas ao meio em que vivem, atuando contra agentes agressores, protegendo a planta contra doenças e pragas. Essas substâncias, também chamadas de princípios ativos naturais, podem ser aproveitados na forma medicinal para tratar enfermidades e promover a saúde.

As plantas são usadas pelo homem desde o início dos tempos para sua sobrevivência, saúde e bem estar. No início do século 19, quando foram descobertos os primeiros métodos de análise química, os cientistas aprenderam a extrair e modificar os ingredientes ativos das plantas. Mais tarde os químicos começaram a produzir suas proprias versões dos componentes das plantas, iniciando, assim, a transição de medicamentos naturais para sintéticos. Com o passar do tempo, o uso de ervas medicinais foi largamente substituido pelos medicamentos sintéticos.

O objetivo da medicina convencional é localizar a fonte física da doença e, em seguida, removê-la. Por exemplo, se um paciente tem uma infecção provavelmente lhe será prescrito um antibiótico para matar a bacteria invasora. Já os praticantes da "medicina holística" acreditam que saude e doença envolvem uma complexa interação entre fatores físicos, espirituais, mentais, emocionais, genéticos, ambientais e sociais. Para tratar uma doença ou promover a saude a medicina holística procura "tratar a pessoa", levando em consideração todos esses fatores.

Por uma série de motivos científicos, culturais e políticos essa medicina passou a ser rotulada como "alternativa". O mais correto seria deniminá-la de "complementar e alternativa", como já ocorre nos Estados Unidos onde ela é conhecida como CAM (Complementary and Alternative Medicine), pois determinados procedimentos da "medicina convencional", tais como certos exames e cirurgias, jamais poderão ser prescindidos. Já medicamentos naturais e outras práticas holísticas podem perfeitamente substituir medicamentos sintéticos e também complementar ou integrar o tratamento convencional.

Atualmente verifica-se em todo o mundo uma volta às origens. A "medicina holistica" vêm, a cada dia, conquistando mais crédito junto aos usuários e às comunidades científicas. A fitoterapia é recomendada pela ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAUDE na prevenção e tratamento de doenças, porque alia eficácia a um custo mais acessível e provoca menos efeitos colaterais do que os medicamentos sintéticos.

Estas páginas têm como objetivo informar sobre como podemos utilizar os recursos que a natureza nos disponibiliza para a nossa saúde e bem estar. Os dados aqui contidos não devem ser usados para diagnose ou tratamento nem para substituir a orientação médica apropriada.

Próstata


Vista lateral (corte)


A próstata é um pequeno órgão glandular situado logo abaixo da bexiga, atravessado pela uretra; tem o tamanho de uma amêndoa, pesa, de acordo com a idade, cerca de 20 a 30 gramas (estima-se que a prostata cresça aproximadamente 0,4 gramas por ano a partir da idade dos 30) e mede entre 20 e 30 cc. Só os homens possuem próstata e o seu desenvolvimento é estimulado pela testosterona, o hormônio sexual masculino produzido pelos testículos. A função da prostata é produzir uma substância que, juntamente com a secreção da vesícula seminal e os espermatozóides produzidos nos testículos, vai formar o sêmem ou esperma.

A tres principais doenças que acometem a próstata são: Hiperplasia benigna da próstata (HBP),
Tumor maligno (Câncer) e Prostatite (inflamação da próstata).


Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP)

É o aumento do volume da próstata, ou seja, crescimento benigno. As causas ainda não estão bem determinadas. Acredita-se que, a BHP é causada pelo acumulo de testosterona na prostata. A testosterona é convertida em dihidrotestosterona (DHT), a qual provoca uma multiplicação das células, tendo como consequência o crescimento da próstata..

Ocorre dos 40 anos em diante, sendo mais comum a partir dos 60 anos. Atinge 50% dos homens aos 60 anos e 90% dos homens entre 70 e 80 anos. Nesta fase, tanto a prostatite quanto o câncer costumam ocorrer e os sintomas são ausentes ou muito semelhantes aos da HBP.

Um estudo feito no Brasil com pacientes de um hospital público confirmou o resultado de pesquisas realizadas em diversas partes do mundo indicando que o aumento do nível do PSA e o crescimento da prostata tem uma relação direta com a idade.

 

Volume gramas

Volume medio cc

Idade média

PSA médio

> 30

21,99

60,96

1,58

30 - 39

34,32

63,77

2,05

40 - 49

47,44

65,70

3,97

> 60

97,50

68,00

6,19

 

Sintomas

O crescimento da próstata comprime a uretra prostática determinando uma série de sintomas urinários. Os mais comuns são: levantar-se várias vezes à noite para urinar, ardência ao urinar, diminuição da força e calibre do jato urinário, sensação de não ter esvaziado completamente a bexiga após urinar, urinar em dois tempos, desejo imperioso de urinar, aumento do número de micções, urina sanguinolenta, gotejamento acentuado no final da micção, diminuição do volume ejaculado, incapacidade de urinar espontaneamente (retenção urinária).

A HBP não tratada pode levar a sérias complicações: retenção urinária (urina presa); infecção urinária; cálculos (pedras) na bexiga; insuficiência renal e descompensação da bexiga. A HPB, entretanto, por si, não leva ao câncer de próstata.

Diagnose

Todo homem, a partir dos 40 anos deve fazer anualmente um exame preventivo, pois é a única maneira de se detectar tanto a HBP quanto o câncer em fase inicial e ainda curável. Caso tal exame não venha sendo realizado regularmente, a tabela abaixo indica o grau dos sintomas da HBP.

 

TABELA INTERNACIONAL DE SINTOMAS PROSTÁTICOS

No último mês

Nenhuma

Menos de 1 vez em 5

Menos da me tade das vezes

Metade das vezes

Mais daaa metade da vezes

Quase sempre

1. Quantas vezes ficou a sensação de não esvaziar totalmente a bexiga?

 

0

 

1

 

2

 

3

 

4

 

5

2. Quantas vezes teve de urinar novamente menos de duas horas após ter urinado?

 

0

 

1

 

2

 

3

 

4

 

5

3. Quantas vezes observou que, ao urinar, parou e recomeçou várias vezes?

 

0

 

1

 

2

 

3

 

4

 

5

4. Quantas vezes observou que foi difícil conter a urina?

 

0

 

1

 

2

 

3

 

4

 

5

5. Quantas vezes observou que o jato urinário estava fraco?

 

0

 

1

 

2

 

3

 

4

 

5

6. Quantas vezes teve de fazer força para começar a urinar?

 

0

 

1

 

2

 

3

 

4

 

5

7. Quantas vezes, em média, teve de se levantar á noite para urinar?

 

0

 

1

 

2

 

3

 

4

 

5

 

 

 

 

 

 

 

Subtotais

 

 

 

 

 

 

Total geral

 

 

Sintomas (total de pontos)

0 a 7 - leve (porém não deixe de fazer os exames preventivos)

8 a 19 - moderado: é conveniente submeter-se logo a exames para melhor avaliação

20 ou mais - grave: procure imediatamente um urologista

Diversos testes ajudarão o urologista a identificar e avaliar o problema, sendo mais comuns os seguintes (vide mais informações no capítulo da prevenção):

Toque retal

O toque retal é realizado pela introdução do dedo indicador do médico, lubrificado e enluvado, no ânus do paciente; dura de 5 a 30 segundos, é relativamente indolor. Esse exame fornece ao médico informações sobre o tamanho e a condição geral da prostata.

Exame do PSA

O teste do antígeno prostático (PSA) é um exame de sangue, feito em laboratório. Se o resultado mostrar que o PSA está acima do normal, isso significa que está havendo alterações na glândula e o médico poderá recomendar outros exames para determinar a melhor forma de tratamento.

Ultrasonografia (transretal ou abdominal)

Trata-se de um método não-invasivo que permite avaliar o tamanho e a textura da próstata, resíduo urinário na bexiga e outras alterações do trato urinário.

 

Tratamento Convencional

O tratamento convencional é escolhido de acordo com o caso e inclui

Acompanhamento

Nos casos em que a prostata tenha sofrido apenas um pequeno aumento de volume, pode-se optar por uma observação cuidadosa, onde apenas se acompanha a evolução do caso através de avaliações periódicas, já que, nesta condição, em até um terço dos casos os sintomas podem vir a desaparecer.

Medicamentos

Alfabloqueadores, (HYTRIN, CARDURAN, FLOMAX) que relaxam a musculatura da prostata e facilitam a emissão da urina, porém não resolvem o problema pois a próstata continua crescendo, além de apresentar efeitos colaterais, tais como: dor de cabeça, tonturas e cansaço.

Finasterida (PROSCAR, PROPECIA), que diminui parcialmente o tamanho da prostata porém, por inibir a ação do hormônio masculino, provoca uma diminuição do desejo sexual, dificuldade em obter ereções e problemas ejaculatórios.

Procedimentos não cirúrgicos

Termoterapia transuretral por microondas em 1996 o FDA americano aprovou um dispositivo chamado de Prostaton o qual utiliza microondas para aquecer e destruir o excesso de tecido prostatico. O prostaton envia, através de um cateter, microondas controladas por computador para queimar partes selecionadas da prostata. Um sistema de resfriamento protege o trato urinário durante o proceso. Esse tratamento não cura a HBP, porém reduz os problemas urinários, exceto no que diz respeito ao esvaziamento incompleto da bexiga.

TUNA também aprovado pelo FDA em 1996. Esse sistema utiliza agulhas para enviar energia de radiofrequencia de baixo nível para uma região predeterminada da prostata. Um dispositivo protege o trato urinário durante o procedimento. Esse sistema melhora o fluxo urinário com menos efeitos colaterais do que a RTUP.

Cirurgias

RTUP (ressecação transuretral da prostata) e EVAP (eletrovaporização da prostata). Em ambos os casos, introduz-se um tubo pela uretra e corta-se a prostata em pequenos pedaços os quais são posteriormente aspirados (RTUP) ou faz-se o corte a laser (EVAP).

Prostatectomia a ceu aberto. É uma cirurgia convencional, a partir de um corte no baixo ventre; apresenta mais riscos que a RTUP.

Todas as cirurgias para HBP não retiram completamente a próstata; apenas o "miolo", deixando a cápsula (casca) intacta, o que não garante a solução definitiva dos problemas com a próstata, pois o câncer pode se desenvolver a partir da cápsula. Além do mais é comum a ocorrência de ejaculação retrógrada após o tratamento cirúrgico da HBP; trata-se da não expulsão do sêmen no momento do orgasmo, e sim misturado com a urina no ato da micção. Vide mais informações no tópico Cirurgia

 

Tratamento Alternativo/Complementar

Fitoterapia

As plantas medicinais vêm sendo casa vez mais usadas no tratamento da HBP. Na Europa as terapêuticas de origem vegetal também são amplas e uma grande parte dos tratamentos disponíveis para HBP são fitoterápicos. Na Alemanha especificamente, mais de 50% dos urologistas preferem agentes de origem vegetal em lugar de produtos de origem sintética no tratamento de HPB

Os principais fitoterápicos utilizados no tratamento da HBP são os seguintes:

Saw Palmetto e Urtiga O saw palmetto(Serenoa repens, Sabal Serrulata) tem obtido destaque mundial no tratamento médico da Hiperplasia Benigna da Próstata graças aos numerosos trabalhos científicos realizados nos Estados Unidos e Europa, que comprovaram sua eficácia e segurança. (1) (2) (3) (4) (5) (6)

O extrato do saw palmetto previne a conversão de testosterona em dihidrotestosterona. Em diversos estudos o extrato de saw palmetto se mostrou eficaz no tratamento da HBP, mais ainda que o medicamento sintético finasterida (PROSCAR). Enquanto o PROSCAR leva até um ano para fazer efeito, o saw palmetto apresentou melhores resultados em um período muito mais curto. A maioria dos pacientes começou a apresentar alívio dos sintomas já no primeiro mês de tratamento com saw palmetto, sem os efeitos colaterais normalmente acarretados pelo medicamento sintético (queda de pressão arterial, dor de cabeça, tonturas, fraqueza e distúrbios sexuais)

Estudos científicos indicam que a urtiga (urtica dioica), em combinação com outras ervas, principalmente o saw palmetto, pode ser um tratamento eficaz da HBP, aliviando os sintomas urinários (redução do fluxo urinário, esvaziamento incompleto da bexiga, gotejamento no final da micção, aumento do número de micções etc). Estudos feitos em laboratório demonstraram que a urtiga pode ser comparada à finasterida na redução do crescimento de células prostáticas. (1) (7)

Pygeum (Pygeum africanum) Análises químicas e estudos farmacológicos indicam que o extrato do pygeum possui tres categorias de princípios ativos: os fitosterois, inclusive o beta-sitosterol, apresenta efeitos anti-inflamatórios ao interferir com a formação de prostaglandinas pro-inflamatórias que tendem a se acumular na prostata de homens com HBP; os terpenos pentacíclicos apresentam efeitos anti-edema e descongestionante; o ultimo grupo são esteroides que reduzem os níveis do hormônio prolactina e também bloqueiam o colesterol na próstata. (8) (9) (10) (11) (12)

Polen e Propolis Diversos estudos e testes comprovaram que o extrato de polen tem efeito profilático no tratamento de adenomas e inflamações da próstata. O pólen é rico em hormônios vegetais e enzimas que atuam sobre a próstata. Sabe-se que os hormônios vegetais não tem efeitos colaterais e tem a surpreendente faculdade de regular as glândulas endócrinas. (13) (14) (15) (16) (17) (18)

O Propolis contem mais de 200 compostos quimicos já idenificados. Estes compostos possuem diversas atividades fisiológicas já comprovadas cientificamente, tais como antimicrobiana, antiinflamatória, antioxidante, antiviral e antitumoral. A propolis reduz a inflamação crônica associada à HBP.

Veja no link o depoimento de uma pessoa que controlou sua HBP com o uso de propolis e polen http://igspot.ig.com.br/prostatasaudavel/


Uva ursi (Arctostaphylos uva-ursi) Esta erva medicinal não atua diretamente na HBP mas combate as infecções das vias urinárias normalmente decorrentes da HBP, cálculos urinários e inflamações crônicas renais, além de inflamações na boca, garganta, intestinos e órgãos genitais, inflamações crônicas da próstata e uretra, diarréias e disenterias, cistites e catarros vesicais.


Prevenção

Embora não exista uma fórmula que possa garantir que você não irá desenvolver HBP ou câncer de próstata, você pode tomar algumas medidas que irão reduzir o risco ou possivelmente atenuar o desenvolvimento da doença. Vide no tópico sobre Prevenção.

Tumor Maligno da Próstata (Câncer)

Câncer é uma doença caracterizada pelo crescimento não controlado e a disseminação potencial de células anormais. O corpo humano é costituido por bilhões de células e, normalmente, as células se reproduzem por divisão, o que possibilita o crescimento. Ocasionalmente as células crescem de forma anormal, formando uma massa que é chamada de tumor. Alguns tumores são benignos, ou seja, não cancerosos. Outros são malignos, cancerosos. A ocorrência de tumores benignos pode interferir com as funções corporais porém, raramente trazem risco de vida. Por outro lado, tumores malignos invadem e destroem os tecidos normais Por um processo conhecido como metastese, as células se despreendem do tumor e se espalham através do sangue e dos nodulos linfáticos para outras partes do corpo, onde formam novos tumores. Algumas vezes o cancer cresce e se espalha rapidamente, outras vezes se desenvolve e se espalha lentamente.

Como em outras partes do corpo, as células cancerosas podem crescer dentro da próstata. Em alguns casos mais avançados o cancer pode se espalhar para fora da prostata

O CÂNCER DA PRÓSTATA é uma doença que pode surgir com o envelhecimento do homem, a partir dos 40 anos. À medida que o homem vai envelhecendo, a incidência dessa doença vai aumentando. Quanto mais cedo essa doença atinge o indivíduo, mais grave ela será. Quanto mais tarde se fizer o diagnóstico, mais difícil será a cura. Nos Estados Unidos, é o câncer mais diagnosticado em homens e a segunda causa principal de todas as mortes por câncer. No Brasil, apesar das estatísticas não serem muitos fiéis, já caminha para a primeira causa..

O câncer da próstata, quando avança, pode espalhar-se pelo corpo (metástase), vindo a atingir outros órgãos, e principalmente os ossos. Uma dor na coluna vertebral num indivíduo na idade de risco pode ser até uma disseminação do tumor. Pode também atingir as costelas, bacia, fêmures, etc.; muitas vezes o indivíduo tem uma fratura espontânea do fêmur, sem qualquer trauma, o que poderá ser uma fratura patológica, provocada pela disseminação do tumor.

A origem do cancer da prostata é desconhecida, entretanto, presume-se que alguns fatores possam influenciar o seu desenvolvimento.

Fator genético, visto a incidência desta neoplasia ser maior em familiares portadores da doença. A presença de cancer da prostata em parentes do primeiro grau aumenta a probabilidade.

Fator étnico os homens da raça negra têm mais predisposição para desenvolver câncer na próstata. Nos Estados Unidos, onde as estatísticas são mais confiáveis, os assim chamados afro-americanos apresentam dua vezes mais riscos do que os homens de origem caucasiana

Fator hormonal o câncer de prostata regride de maneira significativa com a supressão dos hormônios masculinos (por exemplo, castração). Pesquisas feitas em ratos tratados cronicamente com testosterona mostraram o desenvolvimento do câncer de próstata nesses animais. A testosterona não é indutora de câncer, entretanto, em homens já com a neoplasia ou com predisposição, a testosterona estimularia o seu crescimento. Por outro lado, o cancer da prostata não ocorre em eunucos.

Fator dieta Dietas ricas em gordura predispõem ao câncer. Levantamentos epidemiológicos em áreas geográficas de maior incidência de cancer da prostata demonstrou que dietas ricas em gordura aumentam os riscos de seu aparecimento.

Fator ambiental Populações de baixa incidência de CANCER DA PROSTATA , quando migram para áreas de alta incidência, apresentam um aumento na ocorrência de casos. Fumaça de automóveis, cigarro, fertilizantes e outros produtos químicos estão sob suspeita.

Sintomas

O grande problema é que, na maioria das vezes, o câncer de próstata, na sua fase inicial, não apresenta nenhum sintoma. Isto ressalta a necessidade imperiosa do exame preventivo regular a partir dos 40 anos. Numa fase adiantada, começará a obstruir a urina, como ocorre com o tumor benigno (HBP), mas o tratamento curativo já é mais difícil. Pesquisas já mostraram que em autópsias realizadas em 100 indivíduos de 40 a 50 anos que vieram a falecer de várias causas, 4 deles eram portadores de câncer da próstata, sem nunca terem se queixado de qualquer sintoma. O tumor maligno da próstata pode estar associado ao tumor benigno, logo, os sintomas podem ser os mesmos

Nos casos de cancer da prostata sintomático, pode ocorrer dificuldade para urinar, jato urinário fraco, sensação de não esvaziar bem a bexiga, ou seja, sintomas de obstrução urinária Sangramento na urina pode ser uma queixa, embora mais rara. Muitos desses sintomas são os mesmos da HBP A pessoa pode manifestar dores ósseas como sinal de uma doença mais avançada (metástases). Anemia, perda de peso, adenopatias (ínguas) no pescoço e na região inguinal podem também ser a primeira manifestação da doença.

Diagnose

Todo o homem a partir dos 40 anos deve realizar o toque retal e dosagem do PSA, principalmente aqueles que apresentam fatores de risco conforme mencionado no item anterior, independentemente de sintomas. Em caso de toque anormal e ou PSA elevado, o paciente deverá ser submetido a uma ecografia transretal com biópsia prostática. Os fragmentos obtidos serão levados ao exame anátomo-patológico. Uma vez confirmado o diagnóstico, o tumor deverá ser dimensionado. Isto significa que outros exames deverão ser solicitados a fim de que se possa saber se o tumor está confinado à próstata ou se já invadiu órgãos adjacentes (bexiga, vesículas seminais, reto) ou se já virou metástases. A cintilografia óssea é o exame mais útil nessa fase e nos dá informações quanto a metástases no esqueleto. Outros exames eventualmente pedidos são: fosfatase alcalina, tomografia computadorizada de abdômen, radiografias de tórax, radiografias do esqueleto.

Um dos métodos para se dimensionar o tumor é conhecido por Sistema A - D:

Nível A - Estágio inicial. O tumor está localizado dentro da glândula prostática e não consegue ainda ser detectato pelo exame de toque retal.

Nivel B - O tumor ainda está restrito à prostata porém já se consegue detetá-lo no toque retal.

Nivel C - Estágio mais avançado. Indica que o cancer já se espalhou para fora da prostata atingindo areas vizinhas à mesma, porém, ainda não se espalhou para outros orgaos. Esse estágio normalmente pode ser detectato pelo exame de toque retal.

Nivel D - O câncer já se espalhou por orgaos vizinhos e normalmente para areas mais distantes, tais como ossos e nódulos linfáticos.

 

Exame de

toque retal

Nivel do PSA

 

 

0-4 ng/ml

4-10 ng/ml

+ de 10 ng/ml

 

 

Normal

Baixo

Medio

Alto

 

 

Anormal

Médio

Alto

Alto

 

Tratamento convencional

O tratamento do cancer da prostata é muito controverso pois são muitas as variáveis: idade do paciente, níveis do PSA, estágio do tumor, tipo histológico. Além disso, deve-se discutir com o paciente as complicações do tratamento.

Tanto a prostatectomia radical quanto a radioterapia podem deixar o paciente impotente bem como incontinente urinário. O tratamento com hormônios diminui a libido e causa impotência sexual. Deve-se considerar também a idade do paciente na época do diagnóstico e sua expectativa de vida sem a doença. Pacientes muito idosos e com baixa expectativa de vida certamente se beneficiarão com tratamentos menos agressivos.

De modo geral a linha de tratamento segue a seguinte orientação:

· Para os tumores localizados dentro da glândula, a prostatectomia radical e a radioterapia são as primeiras opções e consideradas curativas.

· Os tumores que avançam para fora da próstata, mas sem evidência de metástases, são geralmente tratados com radioterapia pois, neste caso, a simples retirada da prostata não irá resolver o problema.

· Os tumores metastáticos são paliativamente controlados com hormônios femininos, orquiectomia (retirada dos testículos), drogas anti-androgênicas ou análogos do LHRH (bloqueiam a produção de testosterona).

Problemas psicológicos e culturais fazem da retirada dos testículos um tratamento indesejado. Outras formas de terapia não têm apresentado bons resultados ou estão ainda sob investigação, como é o caso da quimioterapia, terapia genética e fatores do crescimento.

As expectativas com relação ao tratamento dependem da extensão e grau histológico (grau de anormalidade das células cancerosas quando comparadas com as células normais), principalmente. Se o cancer da prostata é localizado e se o paciente realizar uma prostatectomia radical, a sobrevida em 10 anos pode atingir 90%, sendo equivalente à da população normal. O índice de recorrência local após 5 anos é de 10% contra 40% da radioterapia. A radioterapia utilizada no cancer da prostata localizado ou localmente avançado (fora da próstata mas sem metástases) apresenta biópsias positivas de 60 a 30% dos casos quando realizadas seis meses e dois anos respectivamente após o tratamento.

Nos casos metastáticos, o tratamento é paliativo e o prognóstico bem mais reservado.


Tratamento Alternativo/Complementar

Fitoterapia

Os principais fitoterápicos utilizados na estimulação do sistema imunológico são:

Echinacea (Echinacea angustifolia) A Echinacea é um dos mais conhecidos estimuladores do sistema imunológico. Ela estimula as celulas brancas do sangue, as quais são responsáveis pelo combate a infecções. Pesquisas indicaram que a echinacea aumenta a atividade de uma celula branca específica, os macrofagos. Descobriu-se que uma glicoproteina encontrada na echinacea aumenta substancialmente a ação dos macrofacos em provocar a morte de celulas cancerosas

A echinacea se comporta como um tônico, mantendo, dentro de limites aceitáveis, a relação entre celulas vermelhas e brancas no sague. Ela faz isto aumentando ou diminuindo a quantida de celulas brancas, quando há desequilíbrio. A echinacea parece aumentar a taxa de fagocitos, os quais são responsáveis pela eliminação de residuos e pelo aumento da destruição de substâncias estranhas ao sangue.

Em 1978, pesquisadores na Alemanha descobriram que a echinacea age de uma maneira similar ao interferon, quer estimulando a produção de interferon ou adquirindo algumas de suas caracteristicas. Não se descobriu como isto funciona, mas comprovou-se que funciona.

Ipê Roxo, Pau D'arco ou Lapacho (Tabebuia impetiginosa) É grande estimulante do sistema imunológico. O ingrediente ativo é o lapachol, um fitoquimico conhecido como naftaquinona (fator-N). Um outro componente importante é a antraquinona (fator-A). Contem também ingredientes como quercitina e outros flavonoides, os quais contribuem para a eficácia no tratamento de tumores e infecções. Acredita-se que esta erva estimula a produção de celulas vermelhas do sangue na medula ossea, o que aumenta a capacidade do sangue em transportar oxigênio, com importantes implicações para a saude dos tecidos através do corpo.

Graviola ( Annona Muricata) A Graviola tem uma historia rica e antiga como erva medicinal. Desde 1940 , os cientistas descobriram diversos compostos bioativos e fitoquimicos nas raízes, casca, folhas, flores e sementes da Graviola . Estudos realizados desde 1976 em um programa comandado nos EUA pelo Instituto Nacional do Câncer revelou propriedades citotoxicas muito ativas contra células cancerígenas. Um dos estudos revelou que um componente isolado da Graviola era citotoxico e levava à cura do adenocarcinoma do cólon e que tinha função quimioterapica 10000 vezes mais potente do que a adriamicina, uma droga quimioterapica muito utilizada nestes casos. Mais adiante em 1998, foram reafirmadas estas propriedades com 4 novos estudos de propriedades fitoquimicas e anticancerigenas mais fortes. Entre os vários estudos e aplicações ficou comprovado a citotoxidade entre 6 tipos de células humanas e em especial contra a adenocarcinoma da próstata (PC-3) e células carcinoma pancreáticas (PACA-2)

Unha de Gato (Uncaria tomentosa) Conhecida por possuir alcalóides patenteados e que estimulam o sistema imunologico a uncaria tomentosa é utilizada ao redor do mundo como coadjuvante no tratamento do cancer e também em outras doenças que causam impacto negativo no sistema imunológico. (19).

Além desta atividade imunologica, outras propriedas anti-cancerigenas tem sido documentadas como alcalóides e outros ingredientes que compoem a Unha de Gato. Cinco destes anti-oxidantes alcalóides estão documentados clinicamente com propriedades anti-lecucemicas e demonstraram atividades anti-tumorais e propriedades antimutagenicas (20)

Os relatórios observam também que pacientes que tomam unha de gato junto com a terapia tradicional como quimioterapia e radiação reportaram bem menos efeitos colaterais (queda de cabelo, perda de peso, nauseas, problemas de pele e outros efeitos secundários)


Suma (Pfaffia Paniculata) A Suma é conhecida no Brasil pelo seu nome cientifico de Pfaffia Paniculata e também é chamada de Ginseng Brasleiro. No âmbito popular é usada como tônico, rejuvenescedor e energético. Em medicina fitoterápica é considerada em todo o mundo como um adaptogem. Para cientistas, pesquisadores e em livros e revistas publicadas Suma é considerada um tônico para o sistema cardiovascular, sistema nervoso, sistema reprodutivo, desordens do sistema digestivo e hormonal, esterilidade e disfunção sexual, arteriosclerose, diabetes, desordens digestivas, da circulação, reumatismo e bronquite. O sistema imunológico é fortalecido quando se toma Suma. Como suplemento nutricional a Suma contém 19 aminoacidos diferentes. Diversas publicações informam que estudos avançados constataram sua utilidade na cura da Leucemia e de Linfomas diversos.

Propolis O mais pesquisado e amplamente aceito atributo do propolis é sua atividade imunológica. Vide mais informações no tópico Prevenção.

Hipérico (Hypericum perforatum) Pelo menos 25% das pessoas com cancer de prostata entram em depressão e muitos em um estado quase permanente de ansiedade. O Hipérico tem uma longa história no tratamento da ansiedade, insônia e da depressão. Pesquisas médicas atuais demonstraram que o hipérico é tão eficaz contra depressão moderada e média quanto medicamentos antidepressivos sintéticos. Entretanto, ao contrário desses medicamentos, os efeitos colaterais do hipérico são raros e brandos. Estudos clinicos demonstraram resultados significativos em sintomas de ansiedade, apatia, insônia, anorexia, retardo psicomotor, melancolia e sentimentos de depressão e de inutilidade. O Hipérico tem um histórico excepcional de segurança em seu uso na medicina popular. Ao contrário de medicamentos antidepressivos sintéticos, não há nenhum registro de morte pelo seu uso. Estudos monitorados em mais de 7000 pacientes confirmam a sua segurança. O uso extensivo do Hipérico por milhões de pessoas não registra nenhum caso de efeito colateral sério. Não recomendado, porém, o uso concomitante com outros antidepressivos, assim como por diabéticos e transplantados.

Prevenção

Embora não exista uma fórmula que possa garantir que você não irá desenvolver HBP ou câncer de próstata, você pode tomar algumas medidas que irão reduzir o risco ou possivelmente atenuar o desenvolvimento da doença. Vide tópico Prevenção

Dieta e suplementos

O êxito no tratamento de câncer, depende muito do estado nutricional do paciente. Nesta fase, uma dieta equilibrada, rica em determinados nutrientes, pode providenciar uma melhor qualidade de vida, com possível redução dos efeitos colaterais e melhor reabilitação. O paciente quando está com câncer possui algumas particularidades: diminuição da ingestão alimentar; diminuição da absorção; alteração do metabolismo; diminuição da função imunológica

Dessa maneira, a alimentação deve apresentar algumas mudanças. Alguns alimentos são importantes para ajudar no processo de eliminação de possíveis metais pesados, que podem estar dentro das células prejudicando sua função, tais como: alimentos ricos em aminoácidos sulfurados como: feijão, alho e cebola; alimentos ricos em selênio e vitamina E: castanha do pará e amêndoas.

Evitar a cafeína pois contém substâncias que diminuem a absorção de nutrientes. A cafeína, além de estar presente no café, aparece também nos refrigerantes à base de cola, chá mate e preto e chocolate.

É importante que a pessoa esteja bem hidratada, ingerindo mais de 2 litros de água por dia; ingerir legumes, verduras e frutas pois possuem enzimas digestivas e fitoelementos que aumentam o poder dos antioxidantes naturais; utilizar iogurte natural com mel; levedo de cerveja e alcachofra para a desintoxicação do fígado (que fica sobrecarregado com a presença das drogas específicas para a doença).

Assim como o tratamento quimioterápico ou radioterápico aumenta muito a produção de radicais livres também em células normais, diminuindo a imunidade, é importante deixá-las com um bom sistema de defesa. Para aumentar as defesas do organismo, alimentos ricos em vitaminas antioxidantes (vitaminas E, C e Betacaroteno), são muito importantes.

Os nitritos e nitratos são substâncias químicas colocadas em carnes (salsichas, lingüiças, salames, embutidos, enlatados e defumados) para assegurar sua maior conservação e melhorar sua aparência. Ao contato com aminas (presentes nos alimentos) mais a acidez do estômago, os nitritos e nitratos, se transformam em nitrosaminas, substância altamente cancerígena.

A vitamina C consegue "seqüestrar" estas nitrosaminas e não deixa que elas causem danos ao organismo. Alimentos ricos em glutamina (que renova as células da mucosa, aumentando a absorção de zinco e selênio, promovendo maior imunidade), arginina (que melhora a resposta imune de cicatrização), nucleotídeos e ômega 3 e 6 (que diminui a desnutrição e a anemia e diminui a atividade das citoquinas), são também importantes.

Agendar sempre uma refeição grande no início do dia, mais 5 a 6 pequenas refeições diárias no decorrer do dia. Aumentar a ingestão de alimentos ricos em vitamina B6, ácido pantotênico, ácido fólico, vitamina A, E e C. Empregar maior quantidade de alimentos ricos em betacaroteno. Beba suco de beterraba, cenoura, repolho roxo.

Beba também sucos de uva, cereja e maçã de preferência pela manhã. Não usar suplementação de ferro, o excesso de ferro pode diminuir a destruição do câncer por macrófagos (células que ajudam a regenerar os tecidos), mas é imprescindível corrigir as anemias, quando necessário, de preferência com alimentos ricos em ferro (carne vermelha) combinados com alimentos ricos em vitamina C na mesma refeição. Tem sido sugerido o aumento de alimentos ricos em aminoácidos de cadeia ramificada.

Todas as dietas anticâncer devem incluir grãos, nozes, sementes, arroz integral, aveia, verduras crucíferas como brócolis, couve flor, repolho e couve de bruxelas. Comer alimentos ricos em germânio (alho, ginseng, cogumelo shitake, cebola) Evite comer os seguintes alimentos: alimentos ricos em calorias mas de pouco valor nutritivo, alimentos processados e refinados, gorduras saturadas (proveniente de animais, côco e dendê), sal, açúcar ou farinha branca. Corte o álcool e chás (exceto os de ervas). Restrinja os laticínios (leite e derivados).

Os alimentos ricos em cálcio são: sardinha e atum com espinhas, amêndoas, castanha do pará, ostras, tofu (queijo de soja) e gergelim. Evite o contato com produtos químicos como sprays para cabelo, produtos de limpeza, ceras, tinta fresca, pesticidas, etc.

É importante uma orientação nutricional individualizada pois além dos problemas oriundos da própria doença, em cada paciente particularmente, se acompanha alergias alimentares, intolerâncias e preferências individuais. Não é o bastante apenas acompanhar o desenrolar do tratamento mas é preciso ainda monitorar a resposta individual de cada paciente à orientação nutricional.


"HOUSTON, WE HAVE A PROBLEM" - a epopéia da Apolo XIII

A Apolo XIII foi lançada em 11 de abril de 1970 para mais uma missão tripulada à lua. Estava prevista sua descida na base da montanha Fra Mauro para o dia 13 seguinte. Nesse dia, após passar pelo campo gravitacional da lua, e minutos após uma transmissão para a TV, os tanques de oxigênio da nave explodiram deixando a tripulação com uma reserva de oxigênio para apenas mais 3 horas na nave de comando. A tripulação teve que se mudar para a nave lunar, onde havia reservas de oxigênio para apenas 2 pessoas por dois dias. Enfrentando uma série de outros problemas técnicos, apertados na nave lunar, numa condição não prevista, com a ajuda do pessoal de terra os tres astronautas utilizaram tecnicas primitivas de navegação espacial para determinar onde estavam e como voltar à terra. Apesar do perigo enorme e constante, no dia 17 de Abril desceram sãos e salvos no oceano Pacífico.

Mas o que tem isto a ver com Cancer de Prostata?

A epopéia da Apolo XIII é uma das mais bonitas páginas da história humana. Mostra que tres seres humanos, longe de casa, em uma situação completamente adversa e não prevista, descobriram que tinham um sério problema e com a ajuda do pessoal de terra conseguiram resolvê-lo e voltar para suas casas e suas famílias.

Milhares de pessoas descobrem anualmente que estão com câncer. Milhares morrem. Apesar disto, pessoas com câncer estão vivendo mais do que antes. Se o cancer foi descoberto no início e ainda não se disseminou para os nodulos linfáticos ou para outros orgãos distantes, há uma excelente chance de uma recuperação total.

Para pessoas cuja cancer já não pode mais ser erradicado, tem havido grandes avanços na administração dos sintomas e suas complicações, assim como na melhoria da qualidade de vida

Se você recebeu uma diagnostico de câncer de prostata ou já está em tratamento, você provavelmente está experimentando uma serie de sentimentos: descrença, medo, raiva, ansiedade, sensação de vazio e depressão. Talvez você não consiga se livrar deles mas pode achar maneiras positivas para lidar com esses sentimentos, de forma que eles não passem a dominar a sua vida.

As seguintes estratégias podem lhe ajudar a combater algumas das dificuldades relacionadas com o cancer da prostata:

1. Esteja preparado. Diga para você mesmo : "I have a problem" (eu tenho um problema), não entre em pânico e procure, com ajuda de pessoal especializado, a melhor solução para seu problema. Faça perguntas ao seu médico e procure ler e se informar sobre o cancer de prostata e seus possiveis efeitos colaterais. Quanto menos surpresas melhor será sua adaptação.

Procure, primeiro saber com seu médico os detalhes da diagnose (o tipo de cancer, seu tamanho e localização, onde começou, se está localizado ou se já se espalhou para orgãos adjacentes à prostata ou outros locais mais distantes). Procure saber se se trata de uma forma de cancer de crescimento lento ou agressivo. Sem essas informações você não conseguirá um entendimento acurado do problema

Em segundo lugar, procure reconhecer que você se encontra em uma ocasião de crise pessoal e que sua habilidade para reter informações importantes é praticamente nenhuma. Estudos indicaram que pacientes nesta situação retem menos de 5% das informações. Portanto, quando for conversar com seu médico, leve alguém com você, alguém que você goste e confie

É valido buscar uma segunda opinião médica, mas não perca seu tempo e dinheiro correndo atrás de seis ou sete médicos diferentes, repetindo os mesmos exames na simples esperança de ter um diagnostico mais agradável. É importante que as pessoas com cancer se concientizem de que o bem mais precioso de que dispõem é o tempo, portanto, não atrase o início do tratamento.

Escolha um médico que tenha a capacidade de ouvi-lo. É importante que você tenha a oportunidade de fazer perguntas ao seu médico e expressar suas preocupações. Ele(ela) tem que ser alguém que possa explicar as nuances do diagnóstico, as opções de tratamento e os prognósticos em termos que você entenda. E, por último, tem que haver empatia entre você e seu médico. Faça uma parceria com seu médico.
As piores palavras que você pode dizer a ele são: "você é o médico" e tornar-se um participante passivo na solução de seu problema.

Procure se informar sobre a sua doença. Conforme mencionado no capítulo sobre o cancer de prostata, o tipo de tratamento depende de uma correta avaliação do problema. Converse com seu médico sobre as opções de tratamento, os efeitos colaterais e o prognóstico de cada opção. A decisão tem que ser conjunta. Os objetivos da terapia podem variar. Por exemplo, uma pessoa mais jovem pode não querer uma terapia que interfira radicalmente na sua atividade sexual. Já para alguém de, digamos, 85 anos, esse efeito colateral provavelmente não teria mais importância

Família e amigos são elementos cruciais para a sobrevivência de quem tem câncer. Numerosos estudos relacionaram sobrevivência com contatos sociais. Às vezes, porém, a familia e os amigos atrapalham quando, com a melhor das boas intenções, começam a dar palpites sobre tratamentos dos quais ouviram falar ou querem forçar tratamentos mais agressivos.

2. Mantenha na medida do possível suas rotinas. Não deixe o cancer ou seus efeitos colaterais dominar o seu dia a dia. Tente seguir a rotina e o estilo de vida que você levava antes do diagnostico. Volte ao seu trabalho, faça uma viagem, saia com seus filhos ou netos. Você precisa manter atividades que lhe dêm um senso de objetivo, realização e sentido. Mas, concientize-se de que, para começar, você poderá ter algumas limitações. Comece devagar e gradualmente a construir seu nível de resistência.

Tente não se afundar em sentimentos de tristeza. Procure diversão e planeje pelo menos uma experiência agradável a cada dia. Pode ser um hobby, jogar golf ou ir ao cinema. Faça desta busca algo prazeiroso e algo que você espera que aconteça.

Faça bastante exercício. O exercício ajuda a combater a depressão e é uma boa maneira de aliviar a tensão e descarregar a agressividade.

3. Use sua criatividade para compensar as novas limitações. Por exemplo, se você tiver problemas de incontinência, no cinema sente-se perto da saida para o banheiro; no avião, sente-se em uma cadeira do corredor. Use absorventes se você tiver um compromisso em um lugar onde não haverá banheiro por perto. Evite produtos com cafeina, pois ela tende a aumentar sua necessidade de urinar.

4. Abra-se com um amigo ou pessoa da família. As vezes ajuda conversar com alguem sobre seus sentimentos e temores mais profundos. Você é mente e corpo. Quanto melhor você se sentir emocionalmente mais você estará em condições de conviver com seu problema. Algumas pessoas se sentem confortáveis participando de um grupo de ajuda, pois têm a oportunidade de conversar com pessoas que entendem a sua situação e podem lhe dar orientação.

5. Não evite contato sexual. Se você ficou impotente, sua reação natural é evitar qualquer contato sexual. Não se deixe levar por esse sentimento. O toque, o abraço, o beijo e a troca de carinhos podem se tornar muitissimo importantes para você e sua parceira. Na verdade, a proximidade que você desenvolve nessas ações pode proporcionar maiores intimidades sexuais do que você já tinha experimentado. Há varias maneiras de expressar a sua sexualidade.

6. O câncer não tem só aspectos negativos. A confrontação com o cancer pode levar você a crescer emcionaal e espiritualmente, a identificar o que realmente é importante para você, a passar mais tempo com pessoas que são realmente importantes para você.

Prostatite

É a inflamação aguda ou crônica, geralmente por bactérias. Existem outros tipos de prostatite não vinculadas com bactérias, como as prostatites não bacterianas (virais, fúngicas, granulomatosas). Pode ocorrer em praticamente todas as idades

A prostatite ocorre devido a vários fatores: migração de bactérias através da uretra em direção à próstata, deficiências da atividade antibacteriana da secreção prostática (a falta de zinco na secreção é freqüentemente apontada), falta de anticorpos locais e sistêmicos. Cada paciente pode apresentar preponderância de um ou de mais fatores.

A bactéria mais comum encontrada em prostatites infecciosas é a Escherichia coli (80%) a qual também é a mais encontrada em infecções do aparelho urinário. Outros organismos são os bastonetes gram negativos e enterococos (germes encontrados no trato intestinal).

Microorganismos causadores de doenças sexualmente transmissíveis também são responsáveis por prostatites, principalmente, prostatite aguda. É o caso da Chlamydia trachomatis. Esse gonococo foi, no passado, o grande agente etiológico; entretanto, com a eficácia atual dos antibióticos contra esse germe, o problema deixou de existir.

Uma outra causa da prostatite pode ser devido à hiperplasia prostática benigna (HPB), que pode causar um refluxo da urina depois da micção, fazendo com que esta penetre na próstata. Um químico presente na urina irrita os tecidos da próstata, causando uma inflamação.

De modo geral, o risco de uma prostatite aumenta em pessoas que

1. Tiveram, recentemente, um instrumento médico inserido no trato urinário;

2. Praticam sexo anal;

3. Possuem alguma anormalidade no trato urinário;

4. Tiveram recentemente, ou têm frequentemente, infecções de bexiga;

5. Desenvolveram HPB.

Sintomas

Ardência ou dor para urinar, freqüência urinária aumentada, dor na musculatura entre as pernas (períneo) e às vezes secreção uretral são os sintomas mais encontrados. Nas prostatites agudas, o quadro clínico é mais grave, com presença de mal estar geral, febre, mialgias e dor abdominal. Na prostatite crônica, os sintomas são mais sutis com desconforto no períneo, testículos e região lombar. Aumento da freqüência miccional diurna e noturna (polaciúria e noctúria), diminuição da libido, ejaculação dolorosa são também sintomas comuns.


Diagnose

Um exame físico completo é necessário a fim de se descartar outras patologias que possam estar provocando os mesmos sintomas. Um toque retal mostrará uma próstata dolorosa, embora na prostatite crônica possa estar normal. O médico não deverá massagear a próstata a fim de não intensificar os sintomas. Exames de urina mostrarão a presença de bactérias, de leucócitos (pus) e de sangramento microscópico (hematúria). A urocultura com antibiograma identificará o germe, bem como orientará na escolha do antibiótico. A prostatite aguda geralmente é mais fácil de diagnosticar. O mesmo não acontece com a prostatite crônica que, além de muitas vezes não se achar o agente infeccioso, deve ser diferenciada de outras síndromes que ocasionam sintomatologia similar.

História de prostatite aguda prévia, infecção urinária no passado ou urocultura atual positiva reforçam o diagnóstico de prostatite crônica. Culturas fracionadas de urina (primeiro jato urinário, jato médio, urina pós- massagem prostática) são úteis no diagnóstico


Tratamento Convencional

O tratamento das prostatites bacterianas é com antibióticos como o trimetoprim e ciprofloxacina. A urocultura com antibiograma orienta na escolha do antibiótico. O importante é que o antibiótico seja usado por um tempo suficiente para debelar a infecção completamente. Isto geralmente significa várias semanas de tratamento. A série toda do amtibiótico deve ser tomada, mesmo que os sintomas tenham desaparecido, para evitar que a infecção volte novamente.

Beber muito líquido e repousar é muito importante enquanto os sintomas estão fortes. Evitar a atividade sexual. Posteriormente, passado o período mais doloroso, o sexo frequente pode ajudar, pois cada ejaculação é uma oportunidade para limpar uma infecção remanescente. Raramente se desenvolve um abcesso. Este é tratado drenando-se o pus através de uma operação muito semelhante à RTUP.

A prostatite aguda, sendo uma situação mais grave, exige um tratamento mais agressivo com antibióticos intramuscular ou endovenosos, hidratação do paciente, combate à dor e à febre; internação hospitalar é muitas vezes necessária.

Existem situações nas quais nenhuma bactéria é encontrada e os sintomas são semelhantes à prostatite crônica. Esses pacientes talvez sofram de dor pélvica crônica a qual é de difícil tratamento. Banho de assento morno, atividade sexual regular, evitar ciclismo, anti-inflamatórios, benzodiazepínicos, antidepressivos, antibióticos (às cegas) e eletroestimulação perineal já foram utilizados nessa síndrome, mostrando a ineficiência de uma única terapia. Trata-se de uma infecção que chega à próstata, na maioria das vezes pela uretra, algum tempo após uma uretrite purulente ou não, podendo também vir pelo sangue de um outro foco infeccioso que está à distância. Uma sinusite, por exemplo. Os sintomas podem vir desde uma sensação de queimação da uretra, até dor dos mais variados graus na região entre o ânus e o escroto, seguida ou não de febre e mal-estar.

Tratamento Alternativo/Complementar

Os principais fitoterápicos utilizados no tratamento da prostatite são os seguintes

Saw palmetto (sabal serrulata) O Saw palmetto, mais conhecido por seu uso na Hiperplasia Benigna da Prostata (HBP) também tem sido usado para sintomas de prostatite (21) De acordo com estudos em laboratório o saw palmetto contém elementos que atuam na redução do inchaço e da inflamação (22)

Uva ursi (Arctostaphylos uva-ursi) Combate as infecções das vias urinárias, cálculos urinários e inflamações crônicas renais, além de inflamações na boca, garganta, intestinos e órgãos genitais, inflamações crônicas da próstata e uretra, diarréias e disenterias, cistites e catarros vesicais.

Para que os princípios ativos da uva ursi atuem a urina tem que apresentar pH alcalino. Por isto, durante o tratamento com uva ursi, deve ser evitada a ingestão de substâncias ácidas, tais como vitamina C, frutas cítricas, abacaxi, tomate etc. Para tornar a urina alcalina, durante o tratamento deve-se tomar diariamente 1½ colher de chá de bicarbonato de sódio (pessoas com pressão alta não devem ingerir bicarbonato de sódio)

O uso prolongado e contínuo da uva ursi pode acarretar efeitos colaterais, tais como náusea, vômitos e danos ao fígado. Por isto este fitoterápico não deve ser usado por mais de 14 dias seguidos e não mais de 5 vezes a cada ano.

A uva ursi não deve ser tomada concomitantemente com: atropina, antihistamínicos, efedrina, codeina, diureticos redutores de potássio e aminofilina.

Efeitos colaterais da cirurgia da próstata

Após a cirurgia é inserido um cateter na uretra para drenar a urina. As vezes esse cateter provoca espamos dolorosos na bexiga no dia seguinte à cirurgia, espamos esses difíceis de controlar, mas que desaparecerão com o passar do tempo. O cateter deverá ser usado por vários dias.

Após a cirurgia pode aparecer sangue na urina. Esse sangramento é normal e deverá desaparecer com o tempo. É importante beber pelo menos 8 copos de água por dia para ajudar na limpeza (flushing) da bexiga e no processo de cicatrização interna.

Nas primeiras semanas, procure não fazer esforço, movimentos bruscos, levantar pesos, dirigir ou operar máquinas. Pode não haver mais dor mas foi feita uma incisão (mesmo no caso da RTUP) que se encontra em processo de cicatrização. No caso de prisão de ventre (que vai provocar esforço ao evacuar) pergunte ao seu médico sobre a possibilidade de tomar um laxante

Na noite após a cirurgia, normalmente o jato urinário se torna mais forte, mas levará ainda algum tempo até que a função se normalize. Depois da remoção do cateter a urina passará pela ferida cirurgica e normalmente o ato de urinar poderá provocar algum desconforto e sensação de urgência. Esse problema irá diminuir gradativamente e após um periodo de aproximadamemnte dois meses já se irá urinar com menos frequência e mais facilmente.

À medida que a bexiga vai retornando à normalidade poderá ocorrer algum problema temporário no controle da micção porém, a longo prazo, o problema da incontinência urinária tende a desaparecer. Estatísticas médicas demonstraram que quanto mais tempo o problema já existia antes da cirurgia, mais ele levara para desaparecer.

Caso a incontinência persista poderá ser necessário algum tipo de tratamento como, por exemplo: mudança de hábito (ir ao banheiro em tempos pre-estabelecidos ao invés de quando sentir necessidade de urinar) e exercícios para fortalecer os músculos da pelve. Se o problema persistir por mais de um ano poderá ser necessário um procedimento cirurgico para correção como, por exemplo, a implantação de um esfincter artificial em volta da uretra ou da base da bexiga para controlar o fluxo urinário.

Aproximamente 30% dos homens que se submeteram a cirurgia da prostata podem apresentar problemas de ereção. Com o tempo, porém, a maioria pode retornar á normalidade. Entretanto, a cirurgia não restaura a potência se ela já não existia antes.

Embora muitos consigam, com o tempo, reestabelecer a ereção, a prostatectomia frequentemente causa esterilidade. A cirurgia causa um problema chamado de "ejaculação retrógada" onde o semen, ao invés de seguir seu fluxo normal, vai para a bexiga de onde será posteriormente eliminado junto com a urina.

Para aqueles que fizeram cirurgia por causa da HBP é importante continuar fazendo exames preventivos (toque retal e PSA) anualmente. Como a prostata não é completamente retirada, pode haver reincidência da hiperplasia. Embora a HBP não leve diretamente ao câncer, esse pode se desenvolver na cápsula da prostata que não foi retirada na cirurgia.

Para aqueles que fizeram cirurgia para extirpação do câncer o acompanhamento é, obviamente, fundamental.


PREVENÇÃO

Embora não exista uma fórmula que possa garantir que você não irá desenvolver HBP ou câncer de próstata, você pode tomar algumas medidas que irão reduzir o risco ou possivelmente atenuar o desenvolvimento da doença. Os tres passos mais importantes são:

· fazer exame preventivo regularmente

· manter-se fisicamente ativo

· manter-se saudável.

Exames Preventivos

O urologista é o médico indicado para diagnosticar as doenças da prostata.

Só existe um modo seguro de se curar o câncer da próstata: descobrindo-o precocemente, ou seja, submetendo-se ao exame preventivo. O exame preventivo deve ser realizado por urologista, anualmente, a partir dos 40 nos; dessa forma, consegue-se detectar tanto a HBP quanto o câncer em fase inicial e ainda curável. Mesmo os pacientes operados da próstata por HBP, devem submeter-se ao preventivo, pois, as cirurgias para o tratamento das doenças benignas da próstata não a retiram por completo, deixando intacta sua cápsula, a partir de onde o câncer pode desenvolver-se. Não se deve esperar pelo aparecimento dos sintomas para recorrer ao exame preventivo; seguramente, quando os sintomas começarem a se manifestar, a doença já existirá há algum tempo.

O exame preventivo é extremamente simples e consiste em:

Consulta com o urologista na qual ele fará perguntas gerais e específicas sobre o sistema urinário e genital.

Exame de sangue solicitado pelo urologista para medir a taxa do PSA, extremamente útil para monitorar o aparecimento do câncer, visto que sua concentração no sangue quase sempre mantém-se em níveis normais na HBP e aumenta consideravelmente nos casos de câncer da próstata.

PSA (do inglês Prostate Specific Antigen, antígeno específico da próstata) é um ingrediente do sêmen produzido pela próstata que aparece em taxas normais no sangue. O teste do antígeno prostático (PSA) é um exame de sangue, feito em laboratório, que mede essa quantidade. Se o resultado mostrar que está acima do normal, isso significa que está havendo alterações na glândula e o médico poderá recomendar outros exames para determinar a melhor forma de tratamento. As taxas normais são:

- até 2,5 ng/ml para homens entre 40-49 anos

- até 3,5 ng/ml para homens entre 50-59 anos

- até 4,5 ng/ml para homens entre 60 e 69 anos

- até 6,5 ng/ml para homens entre 70 e 99 anos

ng/ml - nanogramas por milimetro

 

Toque retal

 

O toque retal é realizado pela introdução do dedo indicador do médico, lubrificado e enluvado, no ânus do paciente; dura de 5 a 30 segundos, é relativamente indolor e presta ao médico informações como:

1 - estado do esfíncter anal (músculo que segura as fezes).

2 - estado das fezes dentro do reto.

3 - presença ou não de tumores no reto, alcançáveis pelo dedo do médico.

4 - presença ou não de dor na próstata, vesículas seminais e reto, que pode indicar presença de inflamações.

5 - avaliação do tamanho da próstata.

6 - avaliação da mobilidade da próstata.

7 - avaliação da presença de nódulos suspeitos de câncer da próstata.

8 - avaliação da consistência da próstata; se mole, dura ou elástica.

9 - avaliação das bordas, limites e simetria da próstata.

O toque retal continua sendo o grande fantasma dos homens. Esse preconceito, injustificado, poderá levar a muito sofrimento e até mesmo à morte por falta de um diagnóstico tempestivo adequado Ao contrário do que se pensa, o toque retal não é um exame "antigo" ou "superado"; não compromete a masculinidade nem é indigno. Nenhum outro exame dá as informações do toque retal.. Ao contrário do que muitos pensam, não pode nem deve ser substituído por ultra-sonografia, pelo próprio PSA ou por qualquer outro exame..

Concluído o exame preventivo, se nada de anormal for encontrado, o paciente é orientado a retornar após um ano. Caso haja alguma suspeita de câncer da próstata, HBP importante ou prostatite, o urologista tomará providências para esclarecer o caso, aprofundando a investigação através da realização de outros exames.

Manter-se fisicamente ativo

É de conhecimento geral que exercícios regulares são benéficos na prevenção de ataques cardíacos, pressão alta, colesterol alto etc. Estudos indicam que o exercício regular pode reduzir o risco de câncer. O exercício fortalece o sistema imunológico, melhora a circulação e acelera a digestão, fatores esses que são importantes na prevenção do cancer. O exercício também ajuda a prevenir a obesidade, outro fator de risco para alguns tipos de cancer.

O exercício regular pode também reduzir o risco da HBP ou minimizar seus sintomas. Um estudo preliminar demonstrou que a atividade física está associada a uma redução da ocorrência de HBP, dos sintomas e da necessidade de cirurgia. Homens que caminham regularmente de duas a tres horas por semana apresentaram uma redução de 25% de risco de HBP (23)
Evite, porem, exercitar-se em excesso.


Manter-se Saudável - Recomendações gerais para reforçar o sistema imunológico

Alimentos são a melhor fonte de vitaminas e minerais. Além do mais, o organismo absorve melhor vitaminas e minerais de alimentos do que de uma fonte sintética Além de suprir esses importantes nutrientes, os alimentos contêm centenas de compostos adicionais chamados de fitoquimicos. Os fitoquímicos são encontrados normalmente em plantas e podem proporcionar importantes benefícios para a saude, tais como proteção para uma série de doenças, inclusive cancer e problemas do coração.

· evite drogas, cafeina, alcool e cigarro (enfraquecem o sistema imunológico)

· reduza o consumo de doces e elimine o uso de açucar refinado. O açucar reduz a atividade linfática e a capacidade do organismo de dominar e destruir bacterias

· beba muita água (pelo menos 8 copos por dia). Líquidos mantem o fluido linfático fino e circulando com mais facilidade

· coma vegetais frescos (verdes e amarelos), frutas cruas frescas, grãos integras, nozes e castanhas e oleos de sementes. Esses alimentos são ricos em enzimas essenciais , vitamina A, vitamina B6, vitamina C, vitamina E, selenio, acidos graxos essenciais e zinco. Esses nutrientes mantem a glandula timo, o sistema linfático e as células sanguineas funcionando de forma efetiva.

· vegetais folhosos verdes devem fazer parte importante de sua dieta diária. São ricos em clorofila, importante fator no processo de cura

No caso da próstata os seguintes suplementos têm uma função importante:

Vitamina A

É uma vitamína crítica quando se quer intensificar a imunidade. Tem um papel importante na manutenção da integridade das superfícies epiteliais do corpo, tais como a pele, o revestimento dos tratos respiratório e digestivo. Essas superfícies são as primeiras a serem expostas a agentes invasores externos.

A vitamina A estimula numeros processos de imunidade, inclusive a produção de anticorpos. Promove a produção de agentes anti-infecciosos nas lágrimas, na saliva e no suor e reforça diretamente o sistema imunológico ao estimular a glandula timo.

Fontes naturais

Unidade

Vitamina A em UI

Figado bovino cozido

100 gramas

30.325

Cenoura crua

1 (grande)

20.250

Cenoura picada cozida

1/2 xícara

19.150

Figado de frango cozido

100 gramas

13.290

Espinafre cozido

1/2 xícara

7.395

Manga crua picada

1/2 xícara

6.425

A dose diária normal recomendada é de 10.000 UI e de 50.000 UI no caso de infecção


Vitamina C

Reforça o sistema imunologico. É um nutriente crítico quando se contrai uma infecção. A vitamina C é importante para o funcionamento adequado das células brancas do sangue. É eficaz contra doenças infecciosas e um importante suplemento no caso de câncer.

Fontes naturais

Unidade

Vitamina C mg

Acerola suco

1 copo (250 ml)

3.872

Goiaba

100 gramas

183

Suco de laranja fresco

1 copo (250ml)

124

Mamão papaia

100 gramas

62

Morango

100 gramas

57

Limão suco fresco

100 ml

46

A dose diária normal recomendada é de 125 mg e de no caso de infecção até 2000 mg

Vitamina E

Antioxidantes, como a vitamina E, ajudam a proteger o organismo contra os efeitos maléficos dos radicais livres, os quais contribuem para o desenvolvimento de doenças crônicas, como é o caso do câncer. A vitamina E também pode bloquear a formação de nitrosaminas, que são carcinogenos formados no estômago a partir de nitritos ingeridos na alimentção diária. Também pode proteger contra o câncer ao fortalecer o sistema imunológico.

Fontes naturais

Unidade

Vitamina E em UI

Oleo de germen de trigo

1 colher de sopa

26,2

Amendoas torradas

30 gramas

7,5

Oleo de milho

1 colher de sopa

2,9

Oleo de soja

1 colher de sopa

2,5

Manga

1 fruta

2,3

Amendoim torrado

30 gramas

2,1

Espinafre cozido

1/2 xicara

0,85

A dose diária normal recomendada é de 30 UI e de 200 UI no caso de infecção.

 

Selênio

Esse mineral é necessário para o bom funcionamento do nosso sistema imunológico e para a produção de prostaglandinas. Niveis baixos de selenio no organismo tem sido relacioados com certos tipos de câmcer. Selênio e Vitamina E são provavelmente os dois suplementos mais utilizados para a prevenção e tratamento do câncer da próstata. Alguns estudos indicam que a mortalidade de portadores de câncer do pulmão, do colon e da prostata é menor em pessoas com uma alta ingestão de selênio

Fontes naturais

Unidade

Selênio em mcg

Germen de trigo

100 gramas

110

Castanha do Pará

100 gramas

105

Atum (enlatado, drenado)

100 gramas

78

Pão de trigo integral

100 gramas

65

Aveia

100 gramas

55

Figado bovino

100 gramas

48

Arroz branco

100 gramas

40

A dose diária normal recomendada é de 70 mcg e de 400 mcg no caso de infecção.

Zinco

O zinco é um mineral essencial que é encontrado em quase todas as celulas do nosso corpo. Estimula a atividade de aproximadamente 100 enzimas. Enzimas são substâncias que promovem reações bioquímica no nosso organismo. O zinco é uma das bases de um sistema imunológico saudável e é necessário para a cicatrização de feridas, para a manutenção dos sentidos de paladar e olfato e para a síntese de DNA.

O zinco é necessário para o desenvolvimento e ativação dos linfócitos-T, uma espécie de célula branca do sangue que auxilia no combate às infecções. Quando o zinco é administrado a pessoas com baixos níveis de zinco, a quantidade de linfócitos-T circulando no sangue aumenta e melhora a capacidade dos linfócitos de combater a infecção.

As secreções prostáticas contêm uma alta concentração de zinco, o que parece indicar que o zinco é importante para o bom funcionamento da prostata. A ingestão de zinco tem sido recomendada como auxiliar no tratamento da HBP e do câncer da próstata.

Fontes naturais

Unidade

ZInco em mg

Filé bovino cozido (magro)

100 gramas

4,8

Lombo suino cozido(magro)

100 gramas

2,5

Semente de abobora

100 gramas

2.1

Castanha de caju torrada

30 gramas

1,6

Nozes

30 gramas

1

Leite

100 ml

0,9

A dose diária normal recomendada é de 15 mg e de 40 mg no caso de infecção


Beta sitosterol

É um (fito)esteroide que possui propriedades antiinflamatórias e redutoras do colesterol, demonstrou também ser útil para homens com HBP. Em um estudo duplo cego feito com 200 homens com HBP, um grupo tomou por seis meses 20 mg de beta sitosterol e outro grupo apenas placebo. O grupo que tomou o beta sitosterol apresentou uma significativa melhora nos sintomas, ao passo que o outro grupo não apresentou melhora alguma. (21) Um outro experimento duplo cego mostrou resultados semelhantes com a ingestão de 130 mg/dia de beta sitosterol (25)

O beta sitosterol é encontrado em: farelo de arroz, germen de trigo, oleo de milho, feijão soja, amendoim


Ácidos graxos essenciais (Omega3 e Omega6)

O Omega3 e o Omega 6 são considerados ácidos graxos essenciais, ou seja, são necessários para a saude humana porém não são produzidos pelo nosso organismo. Por esse motivo, têm que ser obtidos via alimentação. Esses acidos em conjunto são necessários para a função cerebral, para o crescimento, para a saude dos ossos, para regular o metabolismo e a manutenção da capacidade reprodutiva. Sua deficiência pode reduzir o crescimento, provocar dermatite, infertilidade e reduzir a capacidade de nosso organismo de combater infecções e curar feridas.

Os pesquisadores têm se mostrado impressionados com a eficácia dos ácidos graxos essenciais no tratamento da HBP. Por outro lado, pesquisas em laboratório e estudos com animais indicam que esses acidos podem inibir o crescimento do cancer de prostata. Da mesma forma, estudos feitos com grupos de homens seugerem que uma dieta com baixo teor de gordura mais a adição de omega3 através do consumo de peixes ou oleo de peixe ajuda a prevenir o desenvolvimeno de cancer da prostata.

Para a manutenção da saude e combate às infecções o ideal é que o consumo de omega6 seja de duas a quatro vezes o consumo de omega3.

Fontes naturais:

Omega3: Peixes de aguas frias (salmão, cavala, sardinha, atum, arenque)

Omega6: semente e oleo de semente de linhaça, oleo de canola, soja e oleo de soja, oleo de girassol, semente e oleo de semente de abobora.


Licopeno

O licopeno, um bioflavonoide parecedido com o beta caroteno, protege as células do nosso corpo contra oxidantes relacionados com o cancer. Testes em laboratório demonstraram que o licopeno é duas vezes mais poderoso que o beta caroteno na neutralização dos radicais livres. A melhor fonte de licopeno é o tomate (outras são, por exemplo, goiaba vermelha, mamão, grapefruit e melancia)

O consumo regular de tomate pode reduzir o risco de câncer na prostata e outros tipos desta doença. Pesquisa publicada pelo Brighham and Woman's Hospital e pela Harvard School of Public Health demonstraram que o consumo de tomate e de produtos à base de tomate pode ajudar na redução do risco do câncer na prostata.

Os pesquisadores examinaram cuidadosamente por mais de 12 anos a dieta completa de 51.529 participantes com idades entre 40 e 75 anos. Homens que consumiam mais de 2 porções de molho de tomate por semana tiveram uma redução de 23% no risco de desenvolvimento de câncer de prostata e de 36% de desenvolvimento de metastese do que homens que consumiam menos que uma porção de molho de tomate por mês. Os resultados desta pesquisa foram publicados na edição de 6 de março de 2002 do jornal do Insitituto Nacional de Cancer dos Estados Unidos

Os benefícios do tomate na redução do risco de cancer na prostata e outros tipos de câncer já haviam sido relatados anteriormente. Por exemplo, tanto o Health Professional Follow-up Study quanto o Physician's Health Study da Universidade de Harvard já haviam demonstrado que o consumo de tomate pode reduzir de forma significativa o risco do desenvolvimeno de cancer na prostata. De acordo com esses estudos, homens que consomem tomate 10 vezes por semana tiveram o risco reduzido em 50% Todas as formas de ingestão de tomate (cru, no ketchp, no molho de tomate, em sopas etc.) se mostraram eficientes. Porém, tomate cozido em azeite mostrou ser a forma que proporciona melhor proteção (vide receita no Anexo IV).

O tomate deve também ser usado por aqueles que já desenvolveram a doença. O aumento do consumo de tomate foi associado com formas menos agressivas de câncer de prostata em homens já diagnosticados com a doença.

Os cientistas ainda não descobriram como o tomate previne e combate o cancer. Acredita-se que o licopeno, um bioflavonoide parecido com o beta caroteno, presente no tomate é um agente natural no combate ao cancer. O licopeno é que dá ao tomate a sua colaração vermelha. e é encontrado tambérm na melancia e na goiaba vermelha. O tomate é rico também em outros nutrientes, tais como potássio, Vitamina A, vitamina C, calcio e ferro. É posível que interações complexas entre esses componentes contribuam para as propriedades anti-cancerígenas do tomate.


Soja

Inumeros relatorios indicam que, por ser rica em isoflavonas, a soja pode prevenir doenças e promover a saude. Isoflavonas é uma classe de fitoquimicos encontrados apenas em plantas (fitos). São também uma espécie de fitoestrogenio, um fito-hormônio que se parece com o estrogenio humano na sua estrutura quimica, porém menos potente. Por imitar o estrogenio humano em certas partes do corpo, a isoflavona proporciona muitos benefícios à saude.

As isoflavonas demonstraram um grande potencial no combate a doenças em diversas frentes. Ajudam a prevenir placas nas artérias, reduzindo os riscos de AVC's e doenças coronarianas. Previnem o câncer de prostata ao evitar o crescimento das células. Atacam a osteoporose ao estimular a formação e inibir a reabsorção ósseas, aliviam alguns sintomas da menopausa. Tem propriedades anti-oxidantes, as quais protegem o sistema cardiovascular da oxidação do LDL (mau colesterol).

Um estudo da Universidade da California demonstrou que componentes da isoflavona reduziram a velocidade do crescimento do cancer de prostata e provocaram a morte de celulas cancerosas, atuando de uma maneira parecida com drogas anti-cancer.

A melhor maneira de ingerir isoflavona é através do consumo de alimentos de soja (leite de soja, proteina texturizada de soja, queijo de soja - tofu etc.)

O Anexo V apresenta algumas receitas para produção caseira de leite de soja e outras. No caso do leite a recomendação é tomar de 240 a 500 ml por dia.


Propolis

O propolis é um protetor poderoso. Contem flavonoides, aminoácidos, vitaminas B e, o mais importante, substancias antibióticas. Muitas vezes chamado de "penicilina da natureza", o propolis tem efetivas propriedades antibacterianas, antissépticas, fungicidas e antibióticas. Essas propriedades preventivas e curativas têm sido conclusivamente demonstradas em numerosos estudos por todo o mundo. Estudos realizados na antiga União Soviética, Romenia, Iuguslávia e Bulgária, comprovoram a ação do propolis em casos de tuberculose, ulcera, mitose (cancer), colite e inflamações da boca e garganta.

Os pesquisadores médicos N. Popovici e N. OIta da Romenia publicaram um relatorio sobre os efeitos do propolis na mitose (processo de divisão de céluas). Eles relataram que um tecido não se torna completamente maligno; sempre contém algumas células normais, mas a atividade das celulas normais é afetada e até mesmo reprimida pelas celulas malignas. O propolis favorece a atividade das celulas normais reprimindo as celulas malignas, o que auxilia o tecido a reestabelecer sua condição normal. Componentes do propolis tem o efeito de enfraquecer a proliferação de celulas cancerosas.

Uma pesquisa realizada no Japão demonstraram que a "Artepillin C", extraida de propolis brasileiro, possui atividade antibacteriana. Além de suprimir o crescimento do tumor, houve um aumento na relação entre as células T CD4/CD8 e no número total de celulas T. Esses resultados comprovam que a "Artepillin C" ativa o sistema imunológico e possui atividade direta antitumoral. (26)

Outro estudo realizado no Japão demonstrou também o efeito protetor do propolis brasileiro e de seu extrato Artepillin C contra carcinogenese (27)

Talvez o mais pesquisado e amplamente aceito atributo do propolis é sua atividade imunológica. O propolis é um antibiotico natural de amplo espectro que ativa a glândula timo. O propolis não apenas previne doenças infecciosas, como também as cura. Como já foi demonstrado em numerosos experimentos, o propolis tem a capacidade de destruir diretamente bacterias, virus e fungos.

O propolis tem uma atuação espetacular contra virus. Tal fato é atribuido aos bioflavonoides presentes no propolis, que proporcionam uma proteção eficaz contra infecções virais. Os virus são envolvidos por uma cápsula de proteina. Enquanto esta capsula permanece fechada, o material infeccioso permanece preso e não causa danos ao organismo hospedeiro. Infelizmente, dentro do hospedeiro, há enzimas que removem esta capsula de proteina, liberando o material nocivo dentro do sistema. Com a presença do propolis no sistema, entretanto, isto não ocorre. Os bioflavonoides não deixam que a enzima remova a capsula protetora de proteina, mantendo o material viral apriosionado. Esses mesmos flavonoides mantêm a capsula protedora em volta do virus, fazendo com que ele fique inativo.Com a presença dos bioflavonoides, o hospedeiro virtualmente se torna imune ao virus. Uma outra forma pela qual o propolis auxilia o sistema imunológico é sua habilidade em aumentar a atividade dos fagócitos. Fagócitos são células que são capazes de envolver, engolir e digerir microorganismos e fragmentos de células. Esse incremento da atividade dos fagócitos com a introdução do propolis foi observado e documentado por diversos cientistas da União Soviética e da Europa.

A dose diária sugerida é de 30 gotas de extrato de propolis a 30%.


Polen

Este produto, que é coletado das flores na natureza, possui altíssimos teores de vitaminas (B1, B2, B6, B12, A, P, E, K), aminoácidos, globulinas, enzimas, carbohidratos e minerais. O Pólen possui em média 20 vezes mais caroteno (próvitamina A) que a principal fonte natural, a cenoura. É ainda excepcionalmente rico em rutina (vitamina P). Pesquisas realizadas na Suécia indicam os efeitos benéficos do Pólen na próstata. Possui efeito profilático no tratamento de adenomas e inflamações da próstata. O Pólen é um estimulador biológico. Pesquisas demonstram que as propriedades rejuvenescedoras atribuídas ao Mel, na realidade são devidas a presença de Pólen no mesmo.

Em adenoma da próstata no periodo pré operatório o pólen produz resultados interessantes com efeitos descongestionantes e antiflogísticos, sem efeitos colaterais desagradáveis sendo, inclusive, conciliável com outras terapias. Esses resultados foram comprovados por trabalhos em hospitais e observações clinicas em muitos pacientes durante vários anos. (28). O extrato de polen demonstrou propriedades antiinflamatória (29) relaxante dos musculos que envolvem a uretra (30) e inibidora do crescimento de celulas da prostata (31)

Estudos preliminares demonstraram a eficácia do extrato de polen na redução dos sintomas da HBP (32) (33) (34) Identicos resultados foram obtidos em estudos duplo cego (35) (36) (37)

A dose diária recomendada é de 15 gramas (polen desidratado) ou 30 gotas de extrato de polen.


Alho

O alho é um antibiotico natural que estimula o sistema imunológico e potencializa a ação das celulas brancas do sangue e das células T. Bloqueia a produção de toxinas por germes. O consumo de alho é importante para se adquirir uma boa imunidade e proteger contra infecções. Mais de 1800 estudos científicos detalham a complexidade química do alho e sua importância na prevenção e tratamento de doenças.

Foram encontrados mais de 200 componentes no alho, inclusive mais de 70 componentes sulfuricos, vitaminas A, B1, C e os minerais calcio, cobre, ferro, magnésio, potassio, selenio e zinco: e ainda flavonoides, 8 amino acidos essenciais e 9 não essenciais. O alho contém acido alfa-aminoacrílico, ácido fosfórico livre, ajoeno, alicina, aliina, alil, alil-propil, aliinase, citral, desoxialiina, dissulfeto de dialila, dissulfeto de dietila, felandreno, geraniol, heterosídeos sulfurados, insulina, linalol, óxido dialildissulfeto, polissulfeto de dialila, prostaglandinas A, B e F, sulfetos de vinil e trissulfeto de alila. Muitos desses micronutrientes contribuem para o sistema imunológico (embora as quantidades em um simples dente de alho sejam pequenas)

A alicina é responsável por parte do efeito antibacteriano e antiinflamatório. Essa substância além de reduzir o colesterol e os triglicerideos, evita a formação de placas de ateroma (alterações degenerativas da camada íntima de artérias) que com o tempo entopem as artérias causando assim doenças cardiovasculares, como a aterosclerose. Um recente estudo realizado na Alemanha, que durou quatro anos, chegou a conclusão de que 1g de Alho consumido por dia reduz em 80% o volume da placa de aterosclerose nas artérias. Alguns estudos demonstram, ainda, que o alho reduz os níveis de hipertensão, doenças vasculares e aumenta o tempo de coagulação do sangue

Um dos aspectos mais estudados é a sua atividade antibacteriana e antifungica; o alho possui também propriedades bacteriostáticas e bactericidas, podendo agir preventivamente em doenças infecciosas. Estudos feitos com humanos demonstraram que o consumo regular de alho reduz os riscos de cancer. Isto é devido em parte pela habilidade do alho em reduzir a formação de componentes carcinogênicos. Estudos em animais e in vitro também demonstraram que o alho, e seus componentes sulfurosos, inibem o crescimento de diferentes tipos de cancer (38)

Dose diária recomendada: 2 dentes médios de alho cru (picar e espalhar sobre a comida - almoço e/ou jantar). Para quem não aprecia o sabor do alho existe no mercado capsulas de alho revestidas

Cha verde (Camellia sinensis)

O chá verde contem oleos volateis, vitaminas, minerais e cafeina, porém os componentes ativos são polifenois, os quais, se acredita, sejam responsáveis pelas propriedades do chá verde na promoção da saude.

Pesquisas demonstraram que o chá verde protege contra doenças cardiovasculares de diversas formas: reduz os níveis do colesterol total, melhora a relação LDL/HDL, reduz a agregação plaquetária e a pressão sanguinea (39) (40) (41) (42).

Os polifenois do chá verde demonstraram também a capacidade de reduzir diversos tipos de cancer e de estimular a produção de celulas do sistema imunológico. (43) (44) (45)

O chá verde é utilizado pela tradicional medicina chinesa para dores de cabeça, dores corporais, facilitar a digestão, estimulante do sistema imunológico, desintoxicação e energizante. Muitos desses benefícios foram confirmados por pesquisas recentes. A maioria dos estudos tiveram como objetivo sua capacidade de proteção contra o cancer. Acredita-se que os polefenois bloqueiam a formação de componentes causadores de cancer, como as nitrosaminas, suprimem a ativação de carcinogenos e desintoxicam ou aprisionam agentes cancerigenos.

Dose diária recomendada: tres xicaras de chá.

Preparo: 250 ml de agua fervente para uma colher de sopa de chá. Abafar por 3 minutos.

Cromoterapia
Florais de Bach
Psicoterapia Holística
Avançado Cromoterapia
(Prof. Antônio Vieira)
Auriculoterapia
Shiatsu

Referências e fontes de consulta


Principais fontes de consulta

· National Kidney and Urologic Diseases Information Clearinghouse (NKUDIC) / National Institute of Health / U.S. Department of Health and Human Services
· Mayo Foundation for Medical Education and Research, Mayo Clinic, USA
· Prostate Cancer Education Council, USA
· Kroger Pharmacy and Health
· Novartis Foundation for Gerontology
· Holistic on line


Referências

1. Koch E, Biber A. Pharmacological effects of sabal and urtica extracts as a basis for a rational medication of benign prostatic hyperplasia. Urologe 1994;334:90-5

2. Schneider HJ, Honold E, Mashur T. Treatment of benign prostatic hyperplasia. Results of a surveillance study in the practices of urological specialists using a combined plant-base preparation. Fortschr Med 1995;113:37-40.

3. Bach D, Ebeling L. Long-term drug treatment of benign prostatic hyperplasia-results of a prospective 3-year multicenter study using Sabal extract IDS 89. Phytomedicine 1996;3:105-11.

4. Carraro JC, Raynaud JP, Koch G, et al. Comparison of phytotherapy (Permixon®) with finasteride in the treatment of benign prostate hyperplasia: a randomized international study of 1,098 patients. Prostate 1996;29:231-40.

5. Braeckman J, Bruhwyler J, Vandekerckhove K, Géczy J. Efficacy and safety of the extract of Serenoa repens in the treatment of benign prostatic hyperplasia: therapeutic equivalence between twice and once daily dosage forms. Phytotherapy Res 1997;11:558-63.

6. Wilt TJ, Ishani A, Stark G, et al. Saw palmetto extracts for treatment of benign prostatic hyperplasia. A systematic review. JAMA 1998;280:1604-9.

7 Metzker H, Kieser M, Hölscher U. Efficacy of a combined Sabal-Urtica preparation in the treatment of benign prostatic hyperplasia (BPH). Urologe [B] 1996;36:292-300

8 Andro MC, Riffaud JP. Pygeum africanum extract for the treatment of patients with benign prostatic hyperplasia: a review of 25 years of published experience. Curr Ther Res 1995;56:796-817.

9 Murray MT. The Healing Power of Herbs. Rocklin, CA: Prima Publishing, 1995, 286-93.

10 Barlet A, Albrecht J, Aubert A, et al. Efficacy of Pygeum africanum extract in the treatment of micturational disorders due to benign prostatic hyperplasia. Evaluation of objective and subjective parameters. A multicenter, randomized, double-blind trial. Wein Klin Wochenschr 1990;102:667-73.

11 Krzeski T, Kazón M, Borkowski A, et al. Combined extracts of Urtica dioica and Pygeum africanum in the treatment of benign prostatic hyperplasia:Double-blind comparison of two doses. Clin Ther1993;15:1011-20.

12 Chatelain C, Autet W, Brackman F. Comparison of once and twice daily dosage forms of Pygeum africanum extract in patients with benign prostatic hyperplasia: a randomized, double-blind study, with long-term open label extension. Urology 1999;54:473-8.

13 Horii A, Iwai S, Maekawa M, Tsujita M. Clinical evaluation of Cernilton in the treatment of the benign prostatic hypertrophy. Hinyokika Kiyo 1985;31:739-45

14 Ueda K, Jinno H, Tsujimura S. Clinical evaluation of Cernilton® on benign prostatic hyperplasia. Hinyokika Kiyo 1985;31:187-91

15 Hayashi J, Mitsui H, Yamakawa G, et al. Clinical evaluation of Cernilton in benign prostatic hypertrophy. Hinyokika Kiyo 1986;32:135-41

16 Buck AC, Cox R, Rees RW, et al. Treatment of outflow tract obstruction due to benign prostatic hyperplasia with the pollen extract, cernilton. A double-blind, placebo-controlled study. Br J Urol 1990;66:398-404.

17 Becker H, Ebeling L. Conservative therapy of benign prostatic hyperplasia (BPH) with Cernilton. Urologe (B) 1988;28:301-6

18 Maekawa M, Kishimoto T, Yasumoto R, et al. Clinical evaluation of Cernilton on benign prostatic hypertrophy-a multiple center double-blind study with Paraprost. Hinyokika Kiyo 1990;36:495-516

19 (Keplinger H. Oxyindole alkaloids having properties stimulating the immunologic system and preparation containing same. US Patent no. 5,302,611, April 12, 1994

20 Aquino R, De Feo V, De Simone F, et al. Plant metabolites, new compounds and anti-inflammatory activity of Uncaria tomentosa. J Nat Prod 1991;54:453-9. / Rizzi R, Re F, Bianchi A, et al. Mutagenic and antimutagenic activities of Uncaria tomentosa and its extracts. J Ethnopharmacol 1993;38:63-77

21 Felter HW, Lloyd JU. Kings American Dispensatory, Vol II. Portland, OR: Eclectic Medical Publications, 1983, 1751-2

22 Breu W, Hagenlocher M, Redl K, et al. [Anti-inflammatory activity of sabal fruit extracts prepared with supercritical carbon dioxide. In vitro antagonists of cyclooxygenase and 5-lipoxygenase metabolism]. Arzneimittelforschung 1992;42:547-51)

23 Platz EA, Kawachi I, Rimm EB et al. Physical activity and benign prostatic hyperplasia. Arch Intern Med 1998;158:2349-56

24 Berges RR, Windeler J, Trampisch HJ, et al. Randomized, placebo-controlled, double-blind clinical trial of beta-sitosterol in patients with benign prostatic hyperplasia. Lancet 1995;345:1529-32.

25 Klippel KF, Hiltl DM, Schipp B. A multicentric, placebo-controlled, double-blind clinical trial of ß-sitosterol (phytosterol) for the treatment of benign prostatic hyperplasia. Br J Urol 1997;80:427-32.

26 Renal carcinogenesis induced by ferric nitrilotriacetate in mice, and protection from it by Brazilian propolis and artepillin C. Kimoto T, Koya S, Hino K, Yamamoto Y, Nomura Y, Micallef MJ, Hanaya T, Arai S, Ikeda M, Kurimoto M. Hayashibara Biochemical Laboratories Inc., Fujisaki Institute, Fujisaki, Okayama, Japan

27 Apoptosis and suppression of tumor growth by artepillin C extracted from Brazilian propolis. Kimoto T, Arai S, Kohguchi M, Aga M, Nomura Y, Micallef MJ, Kurimoto M, Mito K. Fujisaki Institute, Hayashibara Biochemical Laboratories, Okayama, Japan.

28 Dr. Med. Yves Donadieu, "Der Pollen" Editora Maloine S. A. Paris

29 Loschen G, Ebeling L. Inhibition of arachidonic acid cascade by extract of rye pollen. Arzneimittelforschung 1991;41:162-7

30 Nakase K, Takenaga K, Hamanaka T, et al. Inhibitory effect and synergism of cernitin pollen extract on the urethral smooth muscle and diaphragm of the rat. Nippon Yakurigaku Zasshi 1988 Jun;91:385-92

31 Habib FK, Ross M, Buck AC, et al. In vitro evaluation of the pollen extract, cernitin T-60, in the regulation of prostate cell growth. Br J Urol 1990;66:393-7

32 Horii A, Iwai S, Maekawa M, Tsujita M. Clinical evaluation of Cernilton in the treatment of the benign prostatic hypertrophy. Hinyokika Kiyo 1985;31:739-46

33 Ueda K, Jinno H, Tsujimura S. Clinical evaluation of Cernilton® on benign prostatic hyperplasia. Hinyokika Kiyo 1985;31:187-91

34 Hayashi J, Mitsui H, Yamakawa G, et al. Clinical evaluation of Cernilton in benign prostatic hypertrophy. Hinyokika Kiyo 1986;32:135-41).

35 Becker H, Ebeling L. Conservative therapy of benign prostatic hyperplasia (BPH) with Cernilton. Urologe (B) 1988;28:301-6)

36 Buck AC, Cox R, Rees RW, et al. Treatment of outflow tract obstruction due to benign prostatic hyperplasia with the pollen extract, cernilton. A double-blind, placebo-controlled study. Br J Urol 1990;66:398-404

37 Maekawa M, Kishimoto T, Yasumoto R, et al. Clinical evaluation of Cernilton on benign prostatic hypertrophy-a multiple center double-blind study with Paraprost. Hinyokika Kiyo 1990;36:495-516)

38 Dorant E, van den Brandt PA, Goldbohm RA, et al. Garlic and its significance for the prevention of cancer in humans: A critical review. Br J Cancer 1993;67:424-9. / Fleishauer AT, Poole C, Arab L. Garlic consumption and cancer prevention: meta-analyses of colorectal and stomach cancers. Am J Clin Nutr 2000;72:1047-52

39 Kono S, Shinchi K, Ikeda N, et al. Green tea consumption and serum lipid profiles: A cross-sectional study in Northern Kyushu, Japan. Prev Med 1992;21:526-31

40 Yamaguchi Y, Hayashi M, Yamazoe H, et al. Preventive effects of green tea extract on lipid abnormalities in serum, liver and aorta of mice fed an atherogenic diet. Nip Yak Zas 1991;97:329-37

41 Sagesaka-Mitane Y, Milwa M, Okada S. Platelet aggregation inhibitors in hot water extract of green tea. Chem Pharm Bull 1990;38:790-3

42 Stensvold I, Tverdal A, Solvoll K, et al. Tea consumption. Relationship to cholesterol, blood pressure, and coronary and total mortality. Prev Med 1992;21:546-53

43 Suganuma M, Okabe S, Sueoka N, et al. Green tea and cancer chemoprevention. Mutat Res 1999;428:339-44

44 Weisberger JH, Rivenson A, Garr K, et al. Tea, or tea and milk, inhibit mammary gland and colon carcinogenesis in rats. Cancer Lett 1997;114:323-7.

45 Yang CS, Lee MJ, Chen L, Yang GY. Polyphenols as inhibitors of carcinogenesis. Environ Health Perspect 1997;105(Suppl 4):971-6

Quer conhecer os nossos Cursos a Distância? Clique aqui!

0800 881 0005 ramal 123 ou (0**62) 3317-4574

Espaço Cultural Antônio Vieira