Neste
espaço eu, Antônio Vieira, compartilho com você
interpretações de sonhos realizadas em meu consultório
junto a clientes (cujos nomes não foram revelados) e que
mostram a sabedoria da nossa Alma e do nosso Inconsciente, sabedoria
essa que você também pode aprender a contactar e
tirar proveito, e esse é o meu objetivo aqui: ajudar de
algum modo a melhorar a sua vida, o seu mundo interior e pessoal.
Os
sonhos e sua interpretação
Nos sonhos, todos os personagens representam uma "parte"
da personalidade do sonhador. Portanto, não encontrará
interpretação em nenhum dicionário de sonhos.
Isso é absurdo. Além disso, o sonho é uma
fotografia do que está vivendo interiormente no
momento presente da sua vida, isto é, em suas emoções,
pensamentos, atitudes; pode indicar desde desejos reprimidos às
aspirações mais altas e ainda não realizadas
da sua Alma.
1
- Mulher: sonhei que eu acordava sobre uma mármore
e uma mulher disse: "minha rainha, que bom que despertou!
Sabe que não deve tomar remédios para dormir! Seu
marido, o rei, estava preocupado". Respondi: "Marido?
Onde estou?" O lugar era um reino. Ela e outras mulheres
me levaram para me dar banho! Um homem amoroso se aproximou e
me acariciava no rosto. Era o rei, meu marido, mas eu pensava:
"esse não é o marido que tinha antes de dormir!"
Interpretação:
Acordar em um reino (um lugar muito diferente) depois de tomar
remédios para dormir significava que ela de algum modo
despertou de algumas ilusões que ela estava alimentando
depois que decidiu olhar mais para dentro de si (o reino, o Eu,
o ponto central de onde nossa vida existe e deveria governada).
No caso desta sonhadora, o despertar que teve naquela semana veio
de sua percepção de que uma de suas marcas de personalidade
era sentir muita pena dos outros e por diversas vezes
tentou ajudar outras pessoas e "levou na cara".
Com isso, cuidava dos outros e se abandonava (o que o Eu era contra)
e decidiu cuidar em primeiro lugar de si, realizar seus próprios
projetos em vez de adiá-los por ter que ajudar a terceiros.
Seus "remédios para dormir" eram os pensamentos
que a mantinham "dormindo" como: "fulano precisa
tanto de mim...como negar?", "fulana não tem
ninguém que a ajude...que pena", "cuido disso
ou de mim depois...fulano agora depende da minha ajuda".
Ao reconhecer que ficava frustrada dentro de si (no Eu) por negar
a si certas realizações e cuidados para ajudar os
outros e ao mesmo tempo, receber em troca grosserias, "ingratidões"
ou indiferença, despertou para a responsabilidade que tem
com seu Eu (tornou-se rainha, isto é, assumiu o comando
da própria vida e do próprio destino). Seu marido,
o Rei, é o seu lado masculino, seu animus, lado
mais racional, lógico. Como mulher, tinha a tendência
a ser mais emoção do que razão. Relatou que
outra marca da sua personalidade era ser muito teimosa e chorar
à toa. Ao despertar para o fato de que podia ser mais
racional e ceder de vez em quando, analisar ambos os lados pela
razão sem reagir apenas com teimosia, com um querer infantil,
seu lado masculino se apresentou para apoiá-la ("me
acariciava no rosto"). Ele mostrou, sutilmente, que emoção
e razão são como dois cavalos lado a lado: se puxar
só a rédea de um, andará em círculos,
mas se puxar os dois de igual modo na mesma direção,
o poder será grande e chegará ao destino.
Seu marido real, como homem, lhe ensinava a ser mais racional
e ela sendo mulher, lhe ensinava a ser mais emocional, intuitivo,
sensitivo. Por um tempo ambos caminham apoiando-se um no outro,
ela agindo intuitiva e emocionalmente, e ele racional e logicamente;
gradualmente aprendem a ter sucesso no que fazem sempre utilizando
essa atitude. Mas chega uma hora que esse treinamento se transforma
e cada um vai ter que guiar tanto a rédea do cavalo emocional
como do racional em si. Nesse momento "nasce" uma pessoa
mais integrada e equilibrada. E era isso que estava começando
a ocorrer com a sonhadora.